Conheça 5 equipamentos de som automotivo e saiba como escolher o seu

Conheça 5 equipamentos de som automotivo e saiba como escolher o seu

Que o brasileiro é apaixonado por carro não é novidade, mas a paixão pelo som automotivo também é uma realidade. Uma pesquisa de 2017, que mapeou o comportamento de populações de cinco regiões do mundo, mostrou que o brasileiro é o que mais passa tempo dentro do carro — em média, 4 anos e 11 meses —, além de ser o que mais gosta de cantar dentro do automóvel.

Alguns brasileiros chegam a gastar significativa parte do orçamento mensal para equipar melhor o carro, inclusive com produtos que ajudam a melhorar a qualidade e a potência do som do automóvel.

Sendo assim, reunimos aqui algumas dicas de equipamentos de som automotivo. Aprenda um pouco mais sobre as características e funções de cada um deles, antes de escolher o melhor de acordo com as suas necessidades.

1. Crossover de áudio

O crossover de áudio nada mais é que um separador de frequências. Mas de que forma o crossover faz isso? O sistema de som é composto por frequências baixas, médias e altas. Um sistema de som com alto-falante, por exemplo, toca na frequência baixa. O sistema de frequência varia de 20 hertz a 20 quilo-hertz, e essas unidades de medida de frequência medem as ondas de rádio, ou seja, as radiações eletromagnéticas.

Assim, nos sistemas de som, cada elemento que produz o som o faz numa frequência específica de melhor desempenho. O alto-falante gera o som em baixa frequência, as cornetas em frequência média, e o tweeter, em alta frequência. Cada fabricante especifica qual é a melhor performance de frequência que o equipamento consegue tocar.

Assim, o crossover determina a melhor frequência para cada equipamento, ou seja, é o responsável por fazer tocar a frequência específica em cada equipamento.

Por exemplo, se o fabricante indica que o alto-falante pode tocar de 50 a 200 hertz, o crossover vai ajudar a direcionar para que ele só emita o som nessa frequência. Isso evita que ele funcione a 20 hertz, já que nesse caso haverá risco de danificar e queimar o alto-falante, fazendo com que ele inclusive pare de funcionar.

Existem muitos fabricantes no mercado, então esse controle realizado pelo crossover é variável. É ele que determina em qual faixa de frequência os dispositivos vão tocar, emitindo os sons apenas naquela frequência. O crossover é uma peça muito importante para manter a qualidade, a segurança e o bom funcionamento do sistema de som.

2. Processador

Os processadores desempenham a mesma função do crossover, porém a realizam com o processamento digital, ou seja, de maneira mais avançada. Os processadores, como o próprio nome diz, fazem o processamento digital do sinal, executando as funções descritas a seguir.

A função de equalizador diz respeito a ser capaz de dar maior ou menor ênfase a determinada frequência do som. Por exemplo, se a frequência de áudio de determinado som automotivo pode variar de 20 hertz a 20 quilo-hertz, e for necessário dar ênfase a 60 hertz, o processador faz esse ajuste.

Assim, torna a frequência do sistema de som mais ou menos evidente, melhorando a qualidade da música que está sendo transmitida. O funk, por exemplo, é uma música que toca em sua maioria no grave. Já a frequência média é equivalente à do som da própria voz, enquanto a alta é o agudo.

Vale destacar, ainda, que a frequência é a forma como o ouvido percebe o áudio emitido no ambiente. É a percepção da audição, ou seja, é a onda de rádio emitida para quem está ouvindo.

A música ou qualquer outro áudio, tudo o que você ouve tem uma forma de vibrar o ar. Os sons geram vibrações, e isso sensibiliza o ouvido diante da propagação. A velocidade em que acontece essa vibração faz você perceber os sons de maneiras diferentes, com pressão maior ou menor. Portanto, a função dos processadores é melhorar a qualidade do áudio.

A segunda função do processador é a limiter, que permite o controle da amplitude máxima do sinal, evitando a distorção do som, também conhecida como “onda quadrada”. Se o sistema tem um limite de altura, por exemplo, para que o sinal do áudio não seja distorcido e não dê estalo, a limiter determina a amplitude máxima do sinal de som, evitando distorções e mantendo a integridade do sistema.

A terceira função do processador é a delay, que, como a tradução indica, tem o objetivo de atrasar a propagação do sinal do áudio. Esse atraso serve e é necessário para igualar as fontes geradoras de áudio — alto-falantes, cornetas e tweeter.

Um exemplo é quando o alto-falante toca: existe uma velocidade de propagação do som em que o sinal emitido demora certo tempo para chegar até o ouvido e ser assimilado. Embora pareça instantâneo, o som demora a ser emitido — tempo em que sai da boca — e a ser realmente assimilado pelo ouvido. É como o trovão: dependendo da distância em que ele ocorre de uma cidade pode demorar ainda mais para ser ouvido.

O mesmo acontece com os sons automotivos. Ao ser instalado, o alto-falante do sistema de som do carro pode estar mais à frente do que a corneta e, teoricamente, isso faz com que um sinal chegue antes do outro. Portanto, no momento em que o áudio toca, o som pode não apresentar a qualidade esperada. Por isso, é preciso igualar os sons, realizando o atraso da propagação do som do alto-falante, que vai então gerar a música ao mesmo tempo que a corneta.

3. Filtro antirruído

Esse filtro serve para tirar os ruídos que prejudicam a emissão dos áudios. Ele serve para eliminar o barulho na linha de áudio, que é gerado devido à diferença entre o aterramento do carro e o aterramento do sistema de áudio.

Se o aterramento do carro não for perfeito, certamente vai gerar diferença de emissão no equipamento sonoro instalado internamente.

4. Controle de volante

É um controle instalado no volante para acionar as principais funções do som automotivo. Para os carros que não vêm com essa funcionalidade, é possível instalar o equipamento para controlar as principais funcionalidades do rádio, mesmo estando com a mão no volante durante a direção. Isso proporcionará maior segurança ao motorista que está concentrado no trânsito, mas ainda assim quer ouvir uma música ou mesmo as notícias do dia.

Os controles de volante possuem uma membrana discreta, que torna possível a instalação sem tirar a originalidade do volante. Eles possuem uma central onde é possível aplicar dois modos de codificação. O modo memória é aquele em que é possível codificar os principais modelos existentes no mercado. Já o modo aprender é aquele que consegue assimilar e copiar as funções do controle original do rádio.

5. Controle de longa distância

É um controle que permite controlar as principais funções do rádio automotivo remotamente. Esse controle tem alcance de até 1.200 m de distância ou até 600 m em área visada — aquela que não apresenta nenhum obstáculo à frente, como uma parede, que não impede a comunicação entre o acionamento e a resposta do aparelho de som.

Por meio desse controle, o motorista consegue acionar o som, mudar a música ou a estação do rádio, aumentar e diminuir o volume da música, entre outras funcionalidades, e tudo isso pode ser feito a distância. Esse equipamento confere mais conforto ao usuário nos momentos de lazer, já que é possível controlar o som automotivo de forma remota.

O controle de longa distância possui um transmissor potente, que possibilita comunicação com menos interferência. O equipamento da JFA possui várias cores e teclas de borracha, que possibilitam o acionamento mais confortável, em formato anatômico para o encaixe na mão.

Se você precisa para o  seu projeto de um desses equipamentos de som automotivo, entre em contato com a JFA Eletrônicos e tire as suas dúvidas sobre as melhores opções para o seu carro.

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